segunda-feira, 16 de junho de 2014

[TEXTO] Tanto faz, fazendo muito.

A tristeza de um partir: ir embora e me dividir entre incertezas. A decepção do retorno: gerada por expectativas.
Eu sou humana. Mas quem nunca se cobrou ser mais forte para poder resistir mais? Eu não tenho asas, mas encontrei tanta coisa voando nos meus sonhos. Eu sou boa. Mas depois de voar, de me cobrar e ser cobrada.. sei lá o que aconteceu.
E eu não quero mais resposta nenhuma, não preciso mais de nenhuma certeza. Eu sei do que eu preciso, e ninguém precisa saber.
Sobre o me dividir, eu tentei. E me dividi tanto e não encontrei o que eu era de verdade, eu me sinto incompleta. Sobre o partir? Eu fui. Sobre as expectativas, o de sempre.
Eu nunca fui boa com nada disso. Eu nunca soube sentir mais ou menos - eu demonstrei sentir mais ou menos. E quanto as expectativas, com ou sem elas, eu sei que vou me decepcionar. Porque esse é um dos meus maiores problemas: as pessoas. Eu as amo e as odeio na mesma proporção.
Cansei de culpar a vida. Cansei de me sentir culpada. Cansei de precisar culpar alguém. O desejo desgasta a gente... Eu já não sei o que esperar, para onde ir, o que ansiar.
Uma única certeza de que não preciso, e talvez seja por isso que encontrei: eu esperava ter deixado mais de mim para que as pessoas lembrassem. E quem sabe um rumo: ah, vocês não precisam saber.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!
**faz tempo que não escrevo sobre mim; sem críticas, por favor.
***Contatos vocês já devem saber.

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