quarta-feira, 26 de novembro de 2014

[TEXTO] Mas.

Eu repito o seu nome todos os dias interiormente me questionando se você faz isso também, nem que seja uma vez no mês. Porque eu seria qualquer coisa que você quisesse, no momento que você quisesse e da forma que você quisesse. Mas você não quer.
Esses espinhos me deixam tão farta. Eu estou cansada. O tempo todo cansada, mas só até você. Até você aparecer. E se eu pudesse mergulhar no mais profundo do mar eu afogaria todo esse amor. Se eu pudesse soprar forte o bastante até apagar essa chama que não deve ficar, eu faria. Mas eu não posso.
E se não doesse tanto cultivar esses sentimentos, quem sabe eu insistiria. E o fogo fere, porém ainda ponho a mão por você.
Era pra ser um adeus. Mais um deles. Só que não consigo.  Pois se eu quisesse acabar com a saudade, eu findaria. Mas eu não quero (pois vivo dela).
E tudo que quero esconder é inútil, já que a gente sabe. Mas se eu conseguisse, esconderia de mim mesma e acharia o momento exato em que me apaixonei para me fazer esquecer. E se eu realmente quisesse jogar tudo fora, já teria feito. Mas como se jogam as memórias?
Vicioso mundinho que me enfiei. Até quando vou me deixar aprisionar para apenas ser executada? Mais uma vez. Você leva o que tenho de bom, e me deixa sozinha para renascer, sarar minhas próprias feridas e cair de amor novamente. E novamente...

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!*

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