sábado, 7 de fevereiro de 2015

[TEXTO] Esperando um arco íris

Três da manhã. A lua parece maior que o normal. E há uma inquietante vontade de sair sem rumo. Os segundos e minutos parecem demorar séculos pra passar, mais perdida do que nunca nesse labirinto. Um filme passa em sua cabeça, revive, quer afogar o passado, quer afogar-se no intuito de escapar do labirinto.
Em meio o som dos pássaros que já acordam, após sua frustrada tentativa de adormecer, flutua ao desistir do afogamento. Não é necessário fugir daquilo que desmorona com o tempo. As lembranças morrem, o amor acaba, a vingança vem sozinha, repetimos os mesmos erros, mudamos de acordo com a necessidade, as luzes que apagam acendem novamente, o coração bate aliviado e os textos não fazem sentido.
Finalmente, após tanto lutar para esquecer, o alívio vem. A voz vai embora, a curvatura da mandíbula é esquecida na deformidade, a conversa não dura e o sol chega, embora saiba que chove em outro lugar.

(Jenifer Alana dos Santos)

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