quinta-feira, 26 de julho de 2018

[TEXTO] O que nos tornamos

Já se sentiu como se estivesse entrado numa rua sem saída ou como se todas as portas ao seu redor tivessem se fechado? Você não tem desejo algum, apenas sente fome de algo que nem sabe o que é, talvez seja fome de euforia, de algo novo, de felicidade, ou apenas fome de paz. Aquele anseio de poder deitar na cama e dormir sem ter milhares de pensamentos que te impedem de desligar a paranoia de ainda não saber a resposta para a tal pergunta. 
O fato é que julho é um mês muito conturbado pra mim, sempre foi. Essa coisa de fazer aniversário me incomoda muito mas não sei explicar porquê. Talvez seja essa coisa da astrologia dizer que agora que começa o meu ano, como se datas importassem alguma coisa no fim das contas.
Eu odeio essa situação, estou farta dela. Eu choro de ódio, de raiva, de tristeza e decepção e já me senti magoada muitas vezes mas nada comparado a agora.
Já sentiu como se você não reconhece mais alguém? Como se você perdesse a confiança na pessoa que mais deveria lhe proteger? Como se não tivesse mais seu porto seguro pra atracar? Bom, se você nunca se decepcionou com alguém muito importante na sua vida se prepare, pois a vida é cheia de decepções, angústias e becos sem saída.
Muitas coisas andam acontecendo, mas apesar de perder a fé em muita coisa ainda sei que nada pode ser maior do que podemos suportar; porém ainda sim eu me pergunto quão forte as pancadas da vida podem ser. Pode ser só uma fase e pode ser que me afete pro resto dos meus dias, devo encontrar a saída do labirinto ou simplesmente ir quebrando as paredes? Odeio isso que nos tornamos por não aprender a lidar com as situações quando ainda era tempo e me pergunto todos os dias qual foi o passo que demos na direção errada para ficarmos presos aqui, sem vontade, sem respeito, sem amor e sem vida.

(Jenifer Alana dos Santos)

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